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terça-feira, 22 de novembro de 2011

MEC punirá 70 instituições com desempenho insatisfatório na última avaliação

O MEC divulgou nesta terça-feira, 22, no "Diário Oficial da União”, uma lista contendo 70 instituições de ensino de nível superior que serão punidas por obterem níveis de avaliação insatisfatórios na última avaliação feita pelo Ministério.

Na prática, as sanções consistem num processo de supervisão que limitará a quantidade de novos alunos além da perda de autonomia de criação de novos cursos e vagas. As unidades também passarão por auditorias e visitas de técnicos do MEC para tentar resolver os problemas críticos.

O Ministério utiliza como critério de avaliação o IGC, Índice Geral de Cursos, que considera elementos como a nota dos alunos no Enade, grau de formação dos professores e estruturas oferecidas pelas instituições. Através dos fatores avaliados a instituição recebe uma pontuação que varia de 1 a 5, sendo que quanto maior a pontuação, melhor qualidade é oferecida.

As 70 instituições punidas obtiveram notas 1 e 2 no IGC e passarão pelas sanções do MEC. As medidas terão validade até a próxima avaliação, em 2012. Caso as instituições melhorem suas pontuações, as sanções são revogadas e a autonomia é recuperada. Este é o caso de três centros universitários que foram mal avaliados no IGC de 2009, mas recuperaram o bom desempenho na última avaliação e tiveram as medidas punitivas suspensas.

Nas últimas semanas o MEC vem anunciando várias medidas que serão aplicadas em cursos e instituições superiores mal avaliados. O corte de 50 mil vagas em cursos das áreas de Ciências Médicas, Contábeis e Administração anunciado no último dia 17, são exemplos das medidas tomadas pelo Ministério da Educação para tentar elevar a qualidade da formação no nível superior.

As 70 instituições que serão supervisionadas pelo MEC, fazem parte de um universo de 226 unidades que tiveram seu desempenho considerado ruim no IGC. Porém, todas as outras escolas mal avaliadas serão fiscalizadas no futuro.

Para alguns pesquisadores, os critérios e sanções adotados pelo MEC para avaliar e punir as instituições com avaliação ruim são considerados ineficientes. Como exemplo, o sindicato das escolas privadas de SP considera que o índice pode demorar muito para captar as melhorias realizadas nos cursos.

Segundo publicação do site da Folha, Para o pesquisador da UFSCar João dos Reis Silva Jr., '[visando] manter a expansão de vagas, o MEC faz vistas grossas para a qualidade; prioriza-se o aluno formado, ainda que não esteja bem formado'.”

NASA envia neste sábado nova missão para procurar vida em Marte

A NASA pretende dar início no próximo sábado, 26, a uma nova etapa das missões que investigam o planeta vermelho. Após buscar e encontrar evidências de que há água - na forma de gelo - no subsolo de Marte, o objetivo agora é encontrar ambientes propícios à vida ou que já possam ter sido habitados.

Para executar a missão a agência enviará o jipe-robô Curiosity ao planeta. O jipe tem cerca de três metros de comprimento e pesa quatro toneladas. Todo o projeto foi avaliado em US$ 2,5 bilhões. Essa nova missão é a segunda fase de três destinadas a encontrar evidências de vida no ambiente marciano.

Na década passada, durante a primeira fase das missões, o objetivo central era encontrar água ou sinais de sua presença em épocas anteriores. A missão foi bem sucedida quando a sonda Mars Odyssey identificou a presença de gelo no subsolo, fato confirmado posteriormente pela sonda Phoenix.

Nesta nova fase, a NASA pretende encontrar sinais mais concretos de que possa haver ou já ter existido vida em Marte. A sonda Curiosity investigará regiões do planeta com possíveis ambientes favoráveis à vida e também tentará encontrar compostos orgânicos.

O Curiosity é um verdadeiro laboratório científico ambulante, está equipado com dez instrumentos de pesquisa que lhe permitirão perfurar e analisar o solo, realizar análises de clima e condições atmosféricas, buscar compostos orgânicos e medir níveis de radiação no planeta.

A nave responsável por levar o grandalhão ao solo marciano chegará ao seu destino por volta de agosto de 2012, a partir daí o jipe iniciará sua exploração prevista para durar cerca de dois anos no mínimo. Porém, cientistas envolvidos no projeto, como o brasileiro Nilton Rennó, esperam que o robô funcione por até dez anos.

O jipe será depositado no interior da cratera Gale. A razão para a escolha do local de pouso são evidências de que a região já foi um depósito de água no passado e a possibilidade de ainda conter ambientes favoráveis à vida.

Se tudo der certo, a partir de 2020 a NASA pretende iniciar a terceira e última etapa do projeto que tentará trazer amostras da atmosfera e solo marciano para Terra, em busca de mais evidências de vida no planeta vermelho.

Você poderá encontrar mais informações sobre as Missões da NASA a Marte através do link http://migre.me/6du1M

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Já libertou um livro hoje???

Já pensou em fazer parte de uma biblioteca mundial? Isso é possível, já acontece há vários anos em diversos países e agora também no Brasil.

“Livro Livre” e “BookCrossing” são alguns dos nomes dados a essa ‘biblioteca’ e seu conceito é bastante simples. A prática consiste em deixar um livro num local público, esperar que outro leitor o encontre, sendo que este deverá tomar o mesmo procedimento após a leitura. Assim, um livro que foi “liberto” poderá passar pela mão de vários leitores e se transformar num verdadeiro “viajante”.

Existe uma rede global, a BookCrossing, criada em 2001 que se dedica a este ideal. Atualmente a rede está presente em pelo menos 130 países e atua no Brasil desde 2007. A rede, que pode ser acessada através do http://www.bookcrossing.com , fornece meios de registrar, através de um código, qualquer livro a ser liberto e acompanhar permanentemente a sua jornada por meio do próprio site, onde também há todas as instruções de como fazer parte do movimento. E se alguém encontrar um livro que foi registrado lá é possível saber todos os lugares por onde ele já passou.

A exemplo de outros países a ideia tem começado a dar certo também no Brasil, mesmo a leitura não sendo uma prática muito constante dos brasileiros.

O mais interessante é que não há custo nenhum- ou quase nenhum- nesta prática. Além de ser uma atividade divertida, é um modo alternativo de difundir cultura e desencalhar aquele livro empoeirado da prateleira. E aí, já pensou em libertar um livro hoje?

sábado, 12 de novembro de 2011

Banco Central afrouxa tarifas de crédito para estimular economia após agravamento da crise

Com o objetivo de fortalecer a economia interna, após o agravamento da crise financeira na Europa e Estados Unidos, o Banco Central resolveu afrouxar boa parte das medidas tomadas no final do ano passado para controlar o crédito oferecido ao consumidor.

Ao contrário do desejado quando as medidas foram tomadas, o objetivo agora é estimular a economia. As decisões vêm após a redução dos juros e ambas apresentam a mesma finalidade.

Com as medidas, o Banco Central cancelou o aumento nos juros cobrados em empréstimos para a compra de veículos parcelada em até 60 meses, reduziu as taxas para crédito consignado e desistiu de aumentar para 20% o percentual mínimo de pagamento das faturas de cartão de crédito.

A redução nas taxas para a aquisição de veículos visa estimular o setor que vem sofrendo queda significativa nos últimos meses. As taxas para crédito consignado foram reduzidas apenas para financiamentos com prazo entre 36 a 60 meses, para períodos mais longos que estes as exigências foram aumentadas.

Em relação aos cartões de crédito, o percentual de pagamento mínimo foi mantido em 15% pois de acordo com o BC essa taxa “tem se mostrado suficiente para o controle” do pagamento da dívida com cartões. Havia previsão de elevação da taxa para 20% no começo de dezembro. Conforme informação dada pelo site do Estadão a Agência Estado noticiou que os bancos estavam preocupados com o aumento para 20%, fato que poderia gerar aumento da inadimplência em um período como o atual, de crise financeira.”

De acordo com notícia veiculada neste sábado, 12, pela Folha de SP, para economistas e especialistas, como o ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman, as manobras aplicadas resultarão em consumo estimulado e consequente impulso da economia. Mas as mudanças poderão levar algum tempo para surtir efeito.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crise econômica e a “faxina” na Europa

O agravamento da crise econômica na Europa derrubou vários líderes do poder e outros já estão na mira. A renúncia do premiê Grego, George Papandreou, anunciada ontem (9), e a previsão de renúncia do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, são bons exemplos da “faxina” política que a crise vem fazendo na Europa.

A “faxina” pode não se restringir apenas ao cenário político. A ameça que agora se impõe sobre a Itália pode sinalizar possíveis mudanças para o futuro da zona do euro. A economia italiana é a oitava do mundo e a terceira maior da Europa, segundo analista é grande demais para ser resgatada [e para quebrar]. O sinal amarelo acendeu para os europeus e a chanceler alemã já declarou, sem muitos esclarecimentos, que alguns tratados da União Européia talvez necessitem de mudanças.

Os programas de ajuste exigidos pelo mercado para os países atingidos na Europa, como vem sendo exigido agora para a Itália, tocam na ferida de um dos grandes legados europeus: a Política de Bem-Estar Social. Esse modelo pode ter contribuído para o embaraço financeiro de vários países europeus e as medidas agora exigidas para os mais encrencados desfavorecem a sua prática.

Apesar dos esforços, as medidas adotadas na Europa ainda não foram suficientes para segurar a crise. É urgente que a União Européia tome medidas mais rigorosas e efetivas para impedir que o problema se torne ainda maior. Num cenário ainda pior, caso a crise não seja controlada, outras grandes economias – como a americana – podem sofrer consequências mais graves e espalhar ainda mais os efeitos da voracidade da crise pelo mundo.

O FMI já alertou para o risco do mundo viver uma “década perdida” caso os governos não tomem decisões rápidas e efetivas para controlar a crise. O que a Europa realmente precisa é ceder à necessidade de urgência da situação para validar e colocar em prática todos os ajustes necessários para frear a dívida, caso contrário, poderemos entrar “numa espiral de incertezas”, como declarou o FMI.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

STF julga validade da Lei da Ficha Limpa

O STF julga nesta quarta-feira, 9, a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e sua aplicação já para as próximas eleições. Sancionada em 2010, a lei prevê tornar inelegível políticos que foram condenados pela Justiça, cassados ou que tenham renunciado.

Pelo menos dois aspectos têm gerado impasse entre os ministros do Supremo. Um deles se refere a retroatividade da lei que barraria políticos condenados por crimes cometidos antes da sua vigência, o outro se refere aos políticos que ainda não foram condenados em definitivo.

Devido ao ponto que trata da retroatividade da lei o STF suspendeu, no começo deste ano, sua aplicação para as eleições de 2010 considerando que, para tal, a lei deveria ter sido aprovada um ano antes do pleito.

No julgamento de hoje, a validade da retroatividade da lei e a tentativa de inelegibilidade de políticos com julgamento ainda não concluído em definitivo são, mais uma vez, dois pontos fortes. Para o presidente da OAB, segundo declaração ao site do Estadão, “se esses dois pontos não forem julgados constitucionais, a lei não terá eficácia”.

Aprovar a Lei da Ficha Limpa sem validar a sua retroatividade e o barramento de políticos com julgamentos ainda não concluídos em definitivo seria limitar sua eficácia, como afirma o presidente da OAB?

A invasão da reitoria da USP foi legítima?

A Polícia Militar cumpriu a ordem de reintegração da reitoria da USP na manhã desta terça-feira (8). Aparentemente a PM não encontrou resistência para executar a reintegração. Cerca de 400 homens da Tropa de Choque e da Cavalaria estavam na operação.

Toda a confusão se iniciou após estudantes entrarem em conflito com a PM motivados pela detenção de três estudantes que portavam maconha no campus da universidade pela polícia no dia 27 de outubro. A partir daí, os estudantes passaram a reivindicar a saída da PM do campus, acusando-a de opressora. As manifestações seguiram e resultaram na invasão da reitoria.

O caso e todo o rumo conflituoso que tomou até agora podem levantar vários questionamentos, e um deles certamente é: houve legitimidade nas reivindicações iniciais e nas motivações dos estudantes?